"O dia começou ruim. Estava frio e nublado, uma dor de cabeça infeliz impedia o meu sorriso e uma cólica do inferno reforçava a minha idéia de suicídio. Nova Iorque parecia estar parada. Uma expressão de medo tomava o rosto de pessoas e crianças, que mesmo com a tragédia, pareciam tentar seguir a rotina de mais um dia. Podíamos notar os pontos de interrogações naquela cidade. Por que será que estava acontecendo aquilo? Qual o erro cometido? O criador do Mc Donald’s havia falecido naquela manhã, fechando as portas de todas as lanchonetes do mundo inteiro! :o Como assim? Que ser conseguiria sobreviver um dia sem um delicioso sorvete? HAHAHAHA óbvio que eu to de brinks, não é? Mas queria um suspense no início, pra tentar descobrir [u]o que seria tão grave pra comover todos nós[/u].
Várias tragédias ocorrem todos os dias e em todos os lugares. Haiti, Angra dos Reis, a tragédia monstruosa feita pela Família de Isabella Nardoni... Parece que nada até hoje foi bom o suficiente pra dar um basta nas crueldades do dia a dia. As pessoas parecem não estarem ligando p. quê tá acontecendo, parecem não se comover mais com as enchentes, com mortes de crianças, com gangues que roubam órgãos... Um dia eu sei que eles irão se comover com algo, só espero que quando isso acontecer não seja algo tão grave e que nós não estejamos próximos com o fim do mundo." Bem, esse era meu pensamento um tempinho atrás. Eu pensava que tragédias como a de Teresópolis, no Japão seriam o fim do mundo. Mas uma coisa pior aconteceu. Realengo - crianças - morte. Quando a gente fala em crianças, a gente logo sorri. Quando a gente escuta algo de terrível com elas, é como se a vida perdesse o sentido... Se a gente não tem cuidado com o bem mais precioso do mundo, a gente não é gente, não mesmo. O dia 7 de abril parou pra mim. Ninguém nunca vai tirar a dor, o desespero daquelas pessoas. Nunca vou entender o porquê daquele %&E¨%#$%# viver por nada, morrer por nada e levar consigo 12 crianças. Eu espero que isso não aconteça novamente. Não com crianças, não aqui, não nesse mundo./ letícia rebonato ainda acredita em um mundo melhor.
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